Crítica - Mulher Maravilha (Por Edmo Jr.)

Por Edmo Jr.
Desde
a série dos anos 70 com Lynda Carter não sabíamos “o que era assistir” a personificação
da princesa das amazonas em carne e osso nas telas, até houve uma tentativa
em 2011 com Adrianne Palicki no papel da amazona, para uma série de tv, mas não passou do piloto, que não foi aprovado.
Anos
depois, Patty Jenkins, diretora que se recusou a fazer “Thor 2”, alegando que o
estúdio não a deixou contar a história que queria, teve a oportunidade de
contar a origem da icônica heroína nas telas, ampliando o Universo Estendido DC
(DCEU) nas telas.
Como
todo bom filme de origem, este vai longe ao contar como as amazonas surgiram e “brinca”
com a mitologia grega.
De
início, você vê o crescimento de Diana (Gal Gadot), cuja mãe, a Rainha Hipólita,
interpretada por Connie Nielsen, a Rainha das Amazonas, quer manter a pequena princesa longe da
batalha, ao contrário de Antíope (Robin Wright) uma general, irmã de Hipólita,
tia de Diana, que acredita que a princesa precisa estar preparada para a
batalha. Após o incidente com Steve Trevor (Chris Pine), o tipo de personagem heroico que gostamos de ver, que acaba sendo resgatado por Diana, e expõem para as amazonas o terror que a guerra trouxe ao mundo dos homens, e pode trazer à elas.... a partir disso, Diana resolve se envolver e por um fim na guerra. O personagem de Pine se torna fundamental para a história de Diana, assim como nos quadrinhos.
Se
em Batman v Superman, Gadot já se
destacou com o pouco tempo que teve no filme, mesmo a maioria sendo pessimista
em relação à atriz não ser tão conhecida e não ter um “corpão”.... imagine em
um filme solo do personagem?
Ela
tem carisma, e encarna muito bem a personagem, que se mostra perplexa ao
conhecer o mundo dos homens, a desigualdade entre homens e mulheres, e os
resultados trazidos pela Primeira Guerra Mundial. No lado alemão (os inimigos,
é claro) temos Danny Huston como General Erich Ludendorff, um general ambicioso
e Elena Anaya como Maru / Doutora Veneno, um cientista que busca a criação da
arma perfeita, para dar fim à guerra com a vitória alemã. Huston incorpora o “vilão
que não mede esforços” e que tem na
personagem de Anaya, uma aliada, uma ferramenta para chegar onde quer.
O
clima do filme, bem diferente de Batman v Superman, visto que os temas e
personagens de cada filme e diretores são diferentes, isso é algo que só traz diversidade ao
DCEU, a forma como Jenkins conta a história, faz o filme passar uma sensação de leveza, descontraído (como o Superman de Richard Donner, uma das inspirações de Jenkins),
mas o DNA do DCEU, está nele. As cenas de ação, lindas visualmente, com suas
lutas coreografadas ou em CGI, e uma trilha sonora que empolga qualquer fã. Sem falar que a diretora soube fazer um
bom uso do famoso “slow motion”, estilo característico de Zack Snyder, um dos
diretores e produtores do DC Filmes, e uma das mentes por trás do DCEU.
No
mais... é um filme digno da personagem, a primeira heroína (e a mais importante
dos quadrinhos desde sua criação nos anos 40) a ter seu filme solo nos cinemas. Dito isso, paro por aqui, para não estragar a experiência de assisti-lo e surpresas do filme.
Nota 9,5

Show!!!!
ResponderExcluirAssim que conseguir, vou com a esposa ver esse filme, gosto da DC e ter um filme com crítica positiva me deixa muito aliviado.
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