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Crítica - A Múmia (Por Edmo Jr.)

Kiersey Clemons Iris West Justice League
Por Edmo Jr.
A Múmia, assim se inicia o Universo Sombrio (Dark Universe) da Universal Pictures.

O filme funciona tanto como um reboot para o personagem icônico quanto inicia e expande o “universo de deuses e monstros” da Universal.

O filme começa contando a história da Princesa Ahmanet, interpretada por Sofia Boutella, no antigo Egito, onde a princesa seria a sucessora do faraó, seu pai, mas Ahmanet tem seu destino tirado dela, se sentindo injustiçada, procura vingança usando forças as quais desconhece o poder. Seus planos não saem como planejado, e ela é condenada à eternidade sepultada em um sarcófago escondido no deserto. Séculos depois, sua tumba é encontrada por Nick Morton, interpretado por Tom Cruise,  que acaba liberando Ahmanet de sua prisão e trazendo sua maldição sobrenatural aos dias de hoje...

Sofia Boutella (Ahmanet/a múmia) traz um personagem título cujo as motivações são bem diferentes da versão anterior (A Múmia, de 1999, dirigido por Stephen Sommers), no filme de 99, Imhotep, o sacerdote que acaba amaldiçoado, tem sua motivação no amor, e Ahmanet almeja o poder .....  Boutella é linda, seu personagem oscila entre a beleza e o terror causado por sua maldição .....


Kiersey Clemons Iris West Justice LeagueCruise, já tem em seu personagem, Morton, um “Q” de Indiana Jones, só que com uma “motivação” diferente ....  Cruise aproveita o filme para por em pratica mais de suas proezas como dublê, no auge dos seus 54 anos, fazendo acrobacias que qualquer um duvidaria que ele fosse capaz de fazer. Trabalhando junto ao seu personagem, temos Jenny Halsey, interpretada por Annabelle Wallis, ela faz a ligação entre Morton e sua organização, seu personagem está a serviço do Dr. Henry Jekyll/Mr. Hyde, de Russell Crowe, personagem que está à frente da organização secreta Prodigium, que “caça” os monstros em nosso mundo. O próprio Dr. Jekyll já é outro personagem clássico que faz parte da expansão do Universo Sombrio. Por sinal, Mr. Hyde é melhor personagem que Dr. Jekyll .... pelo menos suas intenções e motivações são mais interessantes.
O filme possui vários easter eggs e referências que vão de Drácula, a Criatura da Lagoa Negra até mesmo A Múmia, filme de 99, estrelado por Brendan Fraser, essa, só os cinéfilos de plantão vão notar.

Quando se fala em “universo expandido” ou “universo compartilhado”, a maior parte do público, infelizmente, acha que o estúdio está “seguindo” a moda dos universos dos super-heróis de hoje, mas não sabe que entre as décadas de 1930 e 1950, o Estúdio Universal já era conhecido como “a casa dos monstros” e já exercia seu “universo compartilhado”, naquela época... seja o eterno Drácula de Bela Lugosi ou o monstro de Frankenstein de Boris Karloff, todos faziam parte do "universo" do estúdio.

Trazer todos esses monstros clássicos de volta, e em versões atualizadas para os dias de hoje, parece um desafio interessante, levando em consideração a tecnologia disponível para ser utilizada. E com as informações chegando, já sabemos que em breve teremos Frankenstein, O Homem Invisível, Drácula, o Lobisomem, até mesmo o Fantasma da Ópera e o Corcunda de Notre Dame, irão fazer parte deste universo que se inicia com A Múmia, um filme que aposta mais nos sustos e no suspense do que na aventura, e espero, que realmente siga essa linha (com mais sustos, inclusive), se tratando de um “universo cheio de monstros e criaturas amaldiçoadas”. 

O diretor Alex Kurtzman, em seu primeiro trabalho na direção, tem o desafio de dar o ponta pé inicial nesse universo cheio de "deuses e monstros", Kurtzman tem em seu currículo filmes como Star Trek, Star Trek Into Darkness, Watchmen, Transformers, Cowboys e Aliens, entre outros, todos trabalhos como roteirista e produtor.

Kurtzman abusa dos efeitos visuais, mesmo reciclando algumas ideias, o “exército” de múmias criado por Ahmanet, é assustador. O filme ainda possui momentos tensos, como a cena do avião e a cena final de Tom Cruise nadando nos túneis submersos abaixo da cidade de Londres.

A Múmia é um filme que entre altos e baixos, cumpre seu objetivo, que na minha opinião, é entreter e nos apresentar a este "novo universo".


Nota 7,5

4 comentários:

  1. Gosto da atuacao do Tom Cruise, diria que 75% dos filmes dele gostei, mas ele ja fez alguns "flops", e infelizmente esse vai pra lista.
    Acredito que dificilmente iram fazer dinheiro sufiente pra cobrir a producao do filme.
    Mas, boa critica Edmo.

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  2. Como reebot o filme sem dúvida foi o máximo, principalmente para os que preferem uma abordagem mais sombria. Cabe agora apenas aguardarmos para assistir os próximos segmentos ao Dark Universe da Universal, mas ainda assim cabe uma nota 8.

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  3. Como reebot o filme sem dúvida foi o máximo, principalmente para os que preferem uma abordagem mais sombria. Cabe agora apenas aguardarmos para assistir os próximos segmentos ao Dark Universe da Universal, mas ainda assim cabe uma nota 8.

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