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Crítica - Thor: Ragnarok (Por Edmo Jr.)

homem Aranha


Por Edmo Jr.


Thor: Ragnarok, do diretor Taika Waititi, chega com a promessa de mostrar um Thor "mais engraçado", e um filme mais estiloso e colorido, juntamente à liberdade dada ao diretor, que afirmou que mais de 50% do filme foi improvisado, encerra a trilogia de um dos mais poderosos personagens do Universo Marvel, com um filme que não consegue se sustentar sem as tradicionais "piadas" do MCU, nesse caso, parece que o tradicional "feijão com arroz" do estúdio exagerou no tempero (um excesso absurdo), e azedou, transformando o filme em uma piada de mau gosto com um dos melhores personagens da Marvel.

Dessa vez, Thor enfrenta Hela, a Deusa da Morte, de Cate Blanchett, que chega para trazer o Ragnarok, a destruição de Asgard. Thor preso em um outro mundo, é forçado à lutar para sobreviver, onde encontra o Hulk, interpretado por Mark Ruffalo, e juntos planejam voltar à Asgard para combater a ameaça de Hela.

Chris Hemsworth, mais uma vez vivendo o herói titular, que dessa vez, não consegue dar o mínimo de seriedade ao personagem, entre momentos de tensão, onde se espera uma ação rápida do Deus do Trovão, afinal, seu mundo está para ser destruído, o personagem esta sorrindo e fazendo piadas ... seja culpa do roteiro ou seus diálogos rasos.

Hulk por sua vez, mesmo "furioso" é capaz de manter diálogos, mesmo com poucas palavras, o gigante esmeralda é transformado em uma criança, enquanto Bruce Banner, outrora um cientista fantástico, parece sofrer de problemas psicológicos, um tanto confuso. Nem mesmo Grande Mestre de Jeff Goldblum, consegue se destacar entre as piadas, fazendo do personagem uma espécie de "Clodovil Cósmico", o mesmo se aplica a Cate Blanchett a grande vilã do filme, uma atriz tão talentosa, mas que não teve a devida oportunidade de mostrar o potencial de seu personagem, e seu talento. A Valquíria, interpretada por Tessa Thompson, não passa de uma caçadora de recompensas alcoólatra, de fazer inveja a Tony Stark.

Já Anthony Hopkins que dá vida a Odin (que tem pouco tempo de tela), e Tom Hiddleston, que interpreta Loki, estão atuando no automático, e não conseguem se destacar.

O CGI no filme, é bem empregado, algumas cenas bacanas, as cenas de luta são bem feitas, com poucos efeitos práticos, destaque para a cena da "Queda das Valquírias", por sinal, a sequência mais bela do filme. Sobre a trilha sonora do filme, assim como a logo oficial e o excesso de cores chamativas, são claramente inspiradas nos anos 80, vale lembrar o desnecessário uso de "Immigrant Song" do Led Zeppelin em duas cenas, no clímax já bastaria...

Junte isso tudo à piadas sobre o "pênis" do Hulk e um "ânus gigante" (no melhor estilo American Pie), e você terá um filme que mais uma vez não faz justiça ao personagem.

PS: Não confundam um filme divertido com uma comédia que faz com que personagens clássicos do quadrinhos pareçam insignificantes. 


Nota 4,0

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