Crítica - Círculo de Fogo: A Revolta ( Por Edmo Jr. )

Por Edmo Jr.
Círculo de Fogo: A Revolta ( Pacific Rim: Uprising ), é a estreia de Steven S. DeKnight ( antes showrunner da série Demolidor da Netflix ) como diretor, na sequência de Círculo de Fogo ( Pacific Rim ) de Guillermo Del Toro de 2013.
Estamos em 2045, dez anos depois do fim da guerra, após a queda dos Kaijus, Jake Pentecost, interpretado por John Boyega, é filho do falecido Stacker Pentecost ( Idris Elba ), que se sacrificou para livrar o mundo da ameaça gigante. Quando uma nova ameaça surge no horizonte, Jake é recrutado por sua irmã, Mako Mori, interpretada por Rinko Kikuchi, que assumiu o lugar do seu pai no comando do programa Jaeger, com a missão de treinar uma nova turma de pilotos de Jaegers.
Jake, vive à sombra da fama de seu pai, do "salvador do mundo", fama que ele quer distância, já que vive da venda de peças de Jaegers descartados como sucata. Boyega tem a chance de explorar um pouco mais seu talento dessa vez, um personagem mais sério, com uma história mais profunda, sobre seu relacionamento com seu pai. Ao ser recrutado por sua irmã, Jake precisa lidar com Nate Lambert, interpretado por Scott Eastwood, um velho amigo do tempo em que Jake tentou seguir os passos do pai, na academia Jaeger, os dois tem uma história juntos.
Mako, agora em um papel diferente, ao invés de pilotar um Jaeger, procura aprender mais sobre o inimigo que pode retornar a qualquer momento. Uma das falhas do filme, é não dar mais tempo de tela para a personagem, pelo seu histórico, merecia mais atenção, um arco melhor.
Além de Mako, os cientistas Newt Geiszler de Charlie Day, e Hermann Gottlieb de Burn Gorman, também estão de volta. A dupla que no primeiro filme teve um papel fundamental na vitória sobre os Kaijus, também servia de alívio cômico para o filme, algo que não acontece muito em A Revolta, ainda há o alívio cômico no personagem de Day, as vezes contido, já Gottlieb, é bem mais sútil dessa vez.
Entre os personagens novos, também conhecemos Amara, interpretada por Calilee Spaeny, a jovem menina que acaba participando da ação, após cruzar o caminho de Jake. Amara e toda uma nova turma de cadetes, são o futuro da Corporação de Defesa Pan-Pacífica ( Pan Pacific Defense Corps ou PPDC ), para estarem prontos ao menor sinal de ameaça Kaiju.
A Revolta, se torna um filme superior ao original ( para mim, claro ), enquanto o primeiro filme era longo demais, e até cansativo em algumas sequências ( certas coisas não precisavam ser explicadas, ou ter tanto tempo de tela ), nisso o filme de DeKinight já ganha pontos, é um filme mais curto, e com ritmo melhor que o original, as sequências de ação são insanas, a mecânica dos Jaegers em batalha é fantástica, muita gente reclamou dos trailers, sobre os movimentos dos Jaegers, "isso está muito rápido, não parece movimento de uma máquina", alguém assistiu O Exterminador do Futuro? Transformers? até mesmo o reboot de Robocop?
Querer discutir física e mecânica na ficção-científica, é complicado.... Se há 10 anos atrás ( o primeiro filme é ambientado em 2035 ), os Jaegers tinham uma boa mobilidade, imagina 10 anos depois, sem Kaijus para atrapalhar e tempo para aperfeiçoar a tecnologia? Isso tudo faz parte do filme... e por falar em tempo, por que não citar o vislumbre das cidades futuristas, enquanto no primeiro filme, muito pouco foi mostrado desse "futuro", focando o tempo todo no treinamento dos cadetes dentro da base, na sequência, temos imagens das cidades sendo reconstruídas, e um vislumbre do mundo sem ameaças.... Até que surja uma nova, claro.
Para encerrar, A Revolta é um filme com algumas reviravoltas e cheio de referências ao original, seja em flashbacks ou durante o Fluxo, infelizmente, o que parece uma falha do filme para mim, é a referência a Raleigh Becket ( Charlie Hunnam ), um dos personagens mais importantes do filme original ( afinal, ele destruiu a fenda do pacífico, o portal por onde os Kaijus chegavam ao nosso mundo ), muito pouco citado, e teria algo muito bacana em uma cena em especial, que alguns de vocês ao assistir o filme vão pensar "ele deveria estar ali...", essa teria sido "a cena".
Então, se você curtiu o primeiro filme, assista, se não curtiu por achar cansativo e até mesmo clichê, assista a sequência para tirar o gosto ruim deixado pelo original.
Nota 7,5
Então, se você curtiu o primeiro filme, assista, se não curtiu por achar cansativo e até mesmo clichê, assista a sequência para tirar o gosto ruim deixado pelo original.
Nota 7,5
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