Crítica - Jogador No 1 ( Por Edmo Jr. )

Por Edmo Jr.
Jogador No 1 ( Ready Player One ), o novo filme de Steven Spielberg baseado no romance de Ernest Cline de 2011, finalmente chega aos cinemas.
No filme, ambientado em 2045, onde a população passa mais tempo no mundo virtual, conectados à um jogo, um universo virtual chamado "Oasis". O criador do Oasis, James Halliday, interpretado por Mark Rylance, antes de morrer, revela uma disputa pelo controle do Oasis e meio trilhão de dólares, para aquele que achasse primeiro seu "easter egg", um objeto oculto dentro do jogo. É quando o personagem de Tye Sheridan, Wade, entra em ação em busca do "tesouro" e precisa competir com a megacorporação IOI, que almeja o controle do Oasis.
Sheridan, interpreta um garoto órfão que mora com a tia, não leva uma vida fácil, sua única saída da realidade, onde ele tem um propósito, é no Oasis, onde também parece ser o único lugar onde ele tem amigos, entre eles; Art3mis de Olivia Cooke e Aech, vivido por Lena Waithe, que se juntam a ele em sua busca, enquanto Nolan Sorrento, interpretado por Ben Mendelsohn ( que interpreta vilões com facilidade ), tenta persuadir Wade a se juntar ao IOI. Durante o progresso de Wade ( Parzival no Oasis ), vemos inúmeras referências e easter eggs icônicos da cultura pop mundial, se o espectador prestar atenção, é capaz de encontrar desde personagens clássicos de jogos como Ryu e Chun-Li à personagens de jogos mais recentes como Overwatch, e claro, as referências aos personagens de quadrinhos como Batman ( a referência ao Superman é praticamente uma homenagem... ), e filmes clássicos ( que são sensacionais ), destaque para a sequência de um dos clássicos baseados na obra de Stephen King, algo espetacular, a recriação do cenário, os detalhes.... As referências à De Volta Para o Futuro são fantásticas também, assim como a referência a Akira.
A ambientação não poderia ser melhor, um mundo virtual onde você pode ser quem desejar ( quem não gosta? ), como em todo jogo, a disputa pelo Oasis é feita por fases, que ao longo do progresso do "jogador", vão se tornando mais difíceis. O roteiro do filme não tem mistério, é simples, Wade está em busca da chave para ter controle do Oasis, a maneira como isso é transportado para a tela, é o que é o atrativo para a história, quem cresceu nos anos 80 e 90, não sairá decepcionado ( são tantas referências que fariam o Capitão América ter um colapso ), talvez a galera mais nova ( os não iniciados ), não entenderão tanto o apelo do filme, e não identificarão nem metade das referências, que triste...
Um filme que começa com uma sequência alucinante nos apresentando ao Oasis ao som de "Jump" do Van Halen, não poderia decepcionar nunca, a trilha sonora é um show também. Alan Silvestri ( De Volta Para o Futuro ) ficou responsável pela trilha sonora, que em alguns momentos soa bem familiar ( ótimo trabalho )
Spielberg retorna ao gênero de filmes que lhe deu fama, a fantasia / ficção-científica, algo que ele faz como ninguém, e dando aos fãs de seu trabalho, que cresceram acompanhando seu trabalho ( como eu, claro, o apelo emocional e nostálgico de Jogador No 1, é covardia ), algo maravilhoso, e provando mais uma vez porque ele é o cara.
Agora só resta esperar, já que Ernest Cline, autor do original, já está trabalhando na sequência de seu romance, e quem sabe também o vejamos nas telas?
Aos cuidados de Spielberg, claro.
Agora só resta esperar, já que Ernest Cline, autor do original, já está trabalhando na sequência de seu romance, e quem sabe também o vejamos nas telas?
Aos cuidados de Spielberg, claro.
Nota 10,0
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